sexta-feira, 1 de outubro de 2021

Sertanejo

 

Sou matuto sertanejo

Daquele matuto pobre

Que não tem gado nem quêjo

Nem oro, prata nem cobre

Sou sertanejo rocêro

Eu trabalho o dia inteiro

Que seja inverno ou verão

Minha mão é calejada

Minha peia é bronzeada

Da quentura do sertão.

 

 

 

Patativa de Assaré (1909-2002)

 

 

Carvalho, Gilmar de. Patativa do Assaré: um poeta cidadão. São Paulo: Expressão Popular, 2011. p 21.

 

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